ANUÁRIO ESTATÍSTICO BRASILEIRO DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS - 2011

ANP - AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS

Disponibilidade:

Produto Esgotado.

Sinopse

O ano de 2010 foi decisivo, como demonstram as informações deste Anuário. Quatro importantes cenários delineados no ano repercutem significativamente em 2011.
O primeiro consistiu na aprovação do marco regulatório do pré-sal, condição básica para impulsionar a exploração e a produção nos 72 de área de pré-sal não concedida. O sistema de partilha permitirá o controle sobre o ritmo da produção, de modo a evitar a contaminação da economia pela “doença holandesa”.
O segundo se fundou na regulamentação da Lei do Gás, que vai permitir a expansão do gás natural na matriz energética brasileira, como fonte de energia ou matéria-prima. A Lei do Gás estabeleceu as atribuições do Conselho Nacional de Política Energética, do Ministério de Minas e Energia, da Empresa de Pesquisa Energética e também da ANP, que vai regular o livre acesso, fixar a tarifa de transporte e fiscalizar o uso dos gasodutos.
O terceiro cenário tem relação com a Lei nº 12.351, cujo artigo 65 determina que “o Poder Executivo estabelecerá política e medidas específicas com vistas ao aumento da participação de empresas de pequeno e médio porte nas atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural”. A decisão abre um horizonte de atividades em bacias terrestres, em locais onde o capital nacional, de pequeno e médio porte, tem melhores possibilidades de se desenvolver.
A quarta situação se configura com a capitalização da Petrobras, com óleo da União descoberto e devidamente certificado pela ANP, que municia a estatal brasileira para grandes investimentos.
Em 2010, a economia mundial ainda experimentava dificuldades para sair da grave crise iniciada em 2008. A retomada econômica se deu de forma desigual: enquanto os desenvolvidos cresceram a taxas ainda baixas, os países em desenvolvimento apresentaram crescimento expressivo.
O Brasil seguiu a tendência dos países emergentes e registrou crescimento do PIB de 7,5, com aumento per capita de 6,5. O aquecimento econômico se refletiu no crescimento de 8,4 das vendas dos principais combustíveis. O aumento do consumo de óleo diesel foi impulsionado pela ótima performance do setor industrial e pelas obras de infraestrutura ligadas ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.
O bom desempenho da economia também gerou um “boom” no setor aéreo e, em decorrência, o aumento de 15,1 no consumo de querosene de aviação (QAV). Em razão da elevação dos preços do etanol hidratado em todo o Brasil, as vendas de gasolina C aumentaram 17,4. O contexto acionou o poder dos proprietários de veículos “flex” de escolher entre os dois combustíveis, uma opção exclusiva dos consumidores brasileiros. Em consequência, as vendas de etanol hidratado caíram 8,5 em comparação a 2009.
Em continuidade à política de inserção do biodiesel na matriz de transporte do País, iniciada em 2005, o percentual da adição no óleo diesel subiu de 4 para 5, a partir de 1º de janeiro de 2010. Os leilões de compra de biodiesel, realizados pela ANP, e a permanente atenção à sua especificação e qualidade, outra missão da Agência, foram decisivos para este avanço. Cabe mencionar a adesão dos produtores, revelada pelo crescimento de 33 da capacidade instalada das usinas e de 49 no aumento da produção do biocombustível.
Este Anuário também mostra a sólida evolução das atividades de exploração e produção, com o aumento das reservas nacionais: as de petróleo cresceram 10,7 e as de gás natural 15,3. Destaca-se que pela primeira vez volumes de hidrocarbonetos situados no pré-sal foram adicionados às estatísticas sobre reservas nacionais. No setor de refino, após quase 30 anos sem novidades, três refinarias de grande porte estão em construção e deverão entrar em operação nos próximos anos.
A política de conteúdo local e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) pelas concessionárias – que hoje superam meio bilhão de reais por ano – já colocam a indústria de bens de capital e insumos petrolíferos instalada no Brasil num patamar tecnológico único. Os investimentos em P&D vêm, de fato, contribuindo para o renascimento da engenharia brasileira, algo notável nos campi universitários em todo Brasil.
Por tudo isso, pode-se afirmar que 2010 foi um ano pleno em êxito e inaugurou uma década de grandes transformações para o setor e para o Brasil.


Haroldo Borges Rodrigues Lima
Diretor-Geral da ANP

Ficha Ténica

Editora: Synergia Editora

Especialidade:

ISBN: 0000119835883

Páginas: 231

Ano: 2011

Edição: 1