ANUÁRIO ESTATÍSTICO BRASILEIRO DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS - 2010

ANP - AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS

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Sinopse

O ano de 2009 foi marcado pela severa recessão decorrente da crise financeira iniciada em 2008, e que atingiu principalmente as economias desenvolvidas, embora estas começassem a mostrar sinais de recuperação a partir do segundo semestre do ano. Como consequência, a demanda mundial de petróleo ficou estagnada. Seu ritmo de crescimento, no futuro próximo, deve depender da expansão do consumo nas economias emergentes. O Brasil, por sua vez, também sofreu os efeitos da crise, sentidos primordialmente na queda das exportações; mas sua economia apresentou uma boa recuperação no segundo semestre, o que se refletiu no desempenho do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis.
Apesar de crescerem a uma taxa bem menor que a de 2008, as vendas de combustíveis no Brasil apresentaram um aumento de 2,7. O destaque, mais uma vez, ficou por conta do etanol hidratado, cujas vendas registraram uma expansão de cerca de 24, em função da explosão das vendas de veículos flex fuel. O biodiesel teve sua comercialização impulsionada pelo aumento do teor da adição deste energético ao diesel, de 3 para 4, ocorrido em julho de 2009. Com isso, as vendas de biodiesel sofreram um aumento de 39 em relação a 2008, embora o crescimento se dê sobre uma base ainda pequena. A disseminação do consumo de etanol e do biodiesel vem reforçar a posição pioneira do Brasil na utilização de fontes de energia renováveis.
No midstream, tanto a capacidade nominal quanto a produção de biodiesel sofreram aumentos de 32,5 e 37,8, respectivamente. Entretanto, o fato que mereceu maior destaque foi a aprovação da Lei do Gás, que abre novas perspectivas para o setor. Entre outras providências, a nova lei estabeleceu o sistema de concessão para a construção de novos gasodutos, cabendo a esta Agência promover o processo de licitação e elaborar os novos contratos. A expansão da malha de gasodutos de transporte, com a conclusão de mais de 500 km de gasodutos, consolida a opção do Brasil pelo desenvolvimento da indústria do gás natural.
No upstream, estimativas preliminares feitas pela Petrobras na área do pré-sal indicam que a acumulação de Tupi possui volumes recuperáveis entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente, enquanto a de Guará, também situado na Bacia de Santos, tem um potencial entre 1,1 e 2 bilhões de óleo leve e gás natural. As descobertas do pré-sal motivaram o Governo Federal a propor um novo modelo para a exploração e a produção nestas áreas, baseado nos contratos de partilha da produção, que está em discussão no Congresso Nacional. O novo modelo – em geral usado quando há exploração com baixo risco e elevado potencial –, na medida em que prevê a apropriação pelo Estado do óleo extraído, permite um controle da produção que se ajuste ao crescimento da indústria, prevenindo assim a chamada “doença do petróleo”.
A proposta do Governo também prevê a criação de um Fundo Social para as receitas advindas da atividade petrolífera, que permitirá investimentos maciços na educação e em projetos de desenvolvimento regional. Dessa forma, o novo modelo para o setor deverá garantir a industrialização do Brasil, proporcionar maior participação da sociedade na renda proveniente do petróleo; e a aplicação desse recurso na melhoria dos indicadores sociais do País.

Haroldo Borges Rodrigues Lima
Diretor-Geral

Ficha Ténica

Editora: Synergia Editora

Especialidade:

ISBN: 0000019835884

Páginas: 224

Ano: 2010

Edição: 1